Sob o Gelo
Cheiro de flores murchasPerfumam os pulsos inertes
Sobre o travesseiro
A noite anterior roubou alguma coisa
Que na verdade nunca tive
Fantasmas esperançosos
Levaram embora o taciturno,o fechado
Peito cruel e racional onde despejei
Um ódio tão caro quanto ouro falso.
Acordo esperando que o dia acabe
Durmo esperando que a noite passe
Nenhuma lágrima permanece
O céu de hoje desaparece
E dorme sobre o teu nome
Morre sobre o teu nome...
Gelado na tela de cristal
E tudo desacontece...
Desacontece como um feto
Que desiste de nascer.


1 Comments:
Surpreso!
Quer dizer, surpreso, mas não como seu eu premeditasse algo inferior, nem cheguei a tecer um pré-conceito do que viria. Mas surpreso por lê-lo num blog e não dentro de um livro. Como disse anteriormente, gosto de ler blog’s porque vez que outra aparece algo interessante, mas disse isso com tom de quem cansou de procurar...
Li apenas o primeiro, até o presente post, mas certamente lerei outros tantos logo em seguida.
Parabéns.
Post a Comment
<< Home