Palavras e Pedras
As mãos se abriramE para o chão de poeira
De onde vieram
Agora elas voltam
As pedras...
Elas sentiam o calor
E a frieza desse olhar
Percorrerem por sua aspereza
Triste e natural
Lentamente...
Tenho as palavras
Tuas eleitas
Em minhas mãos
Formando versos para me fazer ver
Sou como uma delas...
Uma das pedras
Que agora adormecem
No silêncio da terra
Aceitando o teu prometido
Abandono
Perdido ou certo
Eu tenho o que terás
Sendo como o que tu deixou para trás
Carrego a marca
Das pedras que foram tocadas
Poderia te alcançar agora
Se as minhas palavras não estivessem
Todas petrificadas.


4 Comments:
like a rolling stone...
hueheuheuhe :P
Ficou legal o que tu escreveu... :)
bjão!
Oiiiiii Carol!
=P
Eu sempre faço meu comentário pessoal no final, mas hoje decidi fazer no começo: Ótimo poema...=]...Nas primeiras leituras que eu fiz ele pareceu simples, porém, aos poucos fui entendendo as anologias que tu fez e as representações...era mais profundo do que eu imaginava. O poema todo tem uma espécie de ambientação, uma imagem fotográfica, do que seriam ''...As mãos'', ''...o chão de poeira'' e '' As pedras''. Além disso, é feita uma associação entre pedras, palavras e a primeira pessoa, que fica evidente nestas estrofes:
Tenho as palavras
Tuas eleitas
Em minhas mãos
Formando versos para me fazer ver
Sou como uma delas...
Uma das pedras
Que agora adormecem
No silêncio da terra
Aceitando o teu prometido
Abandono
O ''sou como uma delas'' pode referir-se tanto a'' as palavras'', do começo da primeira estrofe, quanto a ''uma das pedras'', do começo da estrofe seguinte. Essa analogia fica mais enfatizada ainda na última estrofe do poema, quando é dito que as palavras estão todas petrificadas.
Quanto ao sentido geral , compreendi o poema da seguinte maneira. Existem as pedras, ou a pedra central referente a primeira pessoa, a qual é ''Triste e natural"( talvez esses aspectos se refiram a contradição do olhar na segunda estrofe, mas creio que também possam ser atribuidos às pedras, numa ambiguidade) e reside num ''chão de poeira''. As mãos tiram as pedras desse local duro e árido e a guardam em sua palma, um lugar talvez mais agradável ou ao menos marcante, como é posivel notar nos trechos ''Carrego a marca das pedras que foram tocadas'' ou na parte onde se lamenta o retorno posterior a terra ''No silêncio da terra aceitando o teu prometido abandono''. Contudo, no momento em que a pedra está nas mãos, há um paradoxo, uma contradição no olhar de uma pessoa, a qual provavelmente segura as pedras ''Elas sentiam o calor e a frieza desse olhar''.
No momento posterior, na analogia entre palavras e pedras, é dito que ''Tenho as palavras, tuas eleitas, em minhas mãos''. Me pareceu que, pelo fato das palavras serem eleitas, escolhidas desta outra pessoa, elas mostram uma mensagem pretendida por ela ser esclarecida. Assim, estas palavras ''formam versos para me fazer ver'', algo a ser revelado. Essa visão dos ''versos'' ou das ''palavras'' jogam a primeira pessoa numa abandono, num retorno a aquele mesmo ''chão de poeira'' do começo do poema, porém, a passagem pelas mãos deixam marcas, que não mais fazem delas uma ''pedra'' como aquela que era antes...''Carrego a marca das pedras que foram tocadas''.
O último trecho, aparte do resto do poema, tanto pela forma quanto pelo conteúdo, dá uma noção de reflexão e, em certo ponto, atemporalidade. A frase ''Poderia te alcançar agora" fica então com objeto indefinido, podendo a estrofe referir-se tanto à limitação das palavras em expressar fielmente as coisas quanto a impossibilidade de se alcançar as mãos que antes abrigavam as pedras.
...As nossas palavras estão todas petrificadas mas não podemos nos esquecer que, quando escrevemos, nós tiramos com nossas próprias mãos as pedras de um chão árido e empoeirado e criamos um universo cheio de cores com elas...mesmo muitas vezes sendo elas apenas cinza...
Ufa..esse foi difícil
ahsuahsuahsuhaush
o que eu escrevi foi o q achei...espero que faça sentido com o que tu quis dizer...e também espero que eu tenha sido claro com a minha explicação...pq nesse eu tive q bota um monti de citações pra exemplifica....
mas dos teus poemas foi o que eu mais gostei ateh agora
bjaum!
=*****************
ah...e além disso...o ''chão de poira'' simboliza o deserto que é um mundo monótono, rotineiro, de degradação lenta, sutil e inaplacável...as pedras o ser humano imerso nesse mesmo mundo,áspero, parte integrante desse universo rígido que nos dá uma eterna ilusão de movimento mas que, em essência, não muda nada...e as mãos parecem um refúgio a isso...como se elas nos tirassem da realidade...só que este escape é momentaneo e, justamente por te-lo provado uma vez, nos angustia. Ninguem nunca se sentiria triste se não tivesse ainda provado a felicidade.
axo q agora fui mais claro
eu penso melhor de madrugada
shuahsuahsuahsuahsuhau
=**********
Pedras metamórficas são pedras que transformam... Entendeu o que eu quis dizer? Sim, tu entendeu...
Ããd]çad]ãdçad]ãdç]ãdçd]~çãdçda~]adçadç~!
Post a Comment
<< Home