Em Um Canto Silencioso
Posso ver a morte de uma estrela
Nas pupilas endurecidas
Confortavelmente mascaradas
Sangrando em violeta e ouro
Minha morte em espetacular agonia
Um enterro entre luzes débeis
Que se disfarçam sob as cores apodrecidas
O vazio e o terror
Fez questão de deixá-los
No buraco negro
Souvenir da poeira estelar
Na palma da mão direita
No quarto a janela
Mostrando a calçada que me oculta
E as pessoas ao seu redor
Carregando uma marca estranha
Para serem reconhecidas
De um modo que eu nunca poderia ser
Entre suas obscuridades
Sei que estou escondida
Junto ao que foi julgado perigoso e inútil
Todos os que não devem mais respirar
Apenas durmo na sombra dos que lhe cercam
Anônimamente ainda vivo
No sôssego da desolação
Do canto onde você me paralisou
Ao som do silêncio tão reconfortante
Quanto o gelo sobre uma queimadura do sol de verão.


2 Comments:
Olá,Carolina...
Abismada com tantas pérolas na nossa escrita brasileira...
Parabéns...
Beijus gigantes de Paz
Sem palavras...Flawless!!!
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